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CICLOS RECENTES: MÉTRICA DO MSCI All Country World Index (ACWI)


MundiWar vem verificando e testando várias métricas para desenhar os ciclos econômicos do pós-IIa Guerra, mais especificamente o atual ciclo com sua crise respectiva, a CRISE DE 2014.

A crise cíclica anterior, a de 2007, foi um marco no método de investigação sobre a empiria econômica, pois os indicadores fundamentais úteis até então tornaram-se imprestáveis, basicamente os dados do mercado de trabalho norte-americano.

Nesta edição trazemos um acompanhamento interessante - a série do MSCI All Country World Index (ACWI), ou MSCI ACWI. É um índice, o principal, para as bolsas de valores, principais ações tanto das economias desenvolvidas como das emergentes, cobrindo cerca de 85% das ações das bolsas mundiais. MundiWar chama a atenção para um aspecto importante do MSCI ACWI, por tratar-se de um indicador mundial.

Temos dois estudos. Um do próprio editor do índice, o MSCI INC (gráfico 01) - nele vemos o índice desde 2000 - a série integral data de 1969. E surpreendentemente, este índice bursátil, da esfera da circulação que desfruta de uma forte autonomia relativa em relação à esfera da produção, encaixa muito bem, senão perfeitamente, nos pontos que marcam as 2 últimas crises para MundiWar, as de 2007 e 2014. A série recente do MSCI ACWI nos dá as inflexões fundamentais das 3 últimas crises cíclicas globais - MundiWar retornará ao estudo detalhado desta série.

O segundo estudo já é intrigante. Trata-se do estudo elaborado pelo True Sinews (gráfico 2).




Nele vemos a marcação de 7,5 anos para a duração dos ciclos com as marcações muito próximas mas não coincidentes com às de MundiWar. Vemos também, o que é de suma importância, a estimativa de queda para as bolsas globais para a crise corrente, no caso de 1800 pontos para 700 pontos - uma hecatombe. Trata-se da queima de capitais que, tomando-se por base o ocorrido nas duas crises anteriores, espera-se algo talvez um pouco maior para a crise atual.

Ressalta nesta série uma série de questões que irão merecer total atenção no retorno de MundiWar a esta série:

a) a marcação do mercado global que alinha-se com os ciclos endógenos, numa sincronia quase perfeita (a estudar) - esta marcação surpreende, pois para a marcação das bolsas nacionais, por exemplo as norte-americanas, o "lag" é fortíssimo entre o início da crise e o início da queda nas bolsas; nas bolsas globais isto não acontece, e aí a pergunta emerge: porque? Será que o mercado mundial no nível da circulação espelha com fidelidade o ciclo endógeno igualmente global?

b) a estimativa de queima de capitais nessa esfera específica fica visível e configura-se uma excelente "aposta"; o que faria a "festa" dos analistas gráficos e poderia muito bem alinhar-se com as análises fundamentalistas, deve em si ser explicado; há algum fator endógeno nestas figuras que indicam quedas catastróficas?

MundiWar retornará ao estudo desta série, pois em si ela já surpreende, e muito positivamente, como métrica par o comportamento cíclico - ao menos para as 3 últimas crises (2000/1, 2007 e 20014).

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