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BRASIL x BRAZIL NO TEMPO LIMITE?

"A lei islâmica - diz uma grande amiga do Depto de Economia a FEA-PUCP - proíbe cobrar e pagar juros?" Recomenda seja lido "artigo 'Finanças islâmicas na África', publicado pelo Estadão do último domingo, Caderno Economia B9. Artigo traduzido do The Economist."




PRIMEIRA PARTE Em algum momento no Brasil, smj, havia uma tal "Lei da Usura", juros máximos de 12% aa. MundiWar faz uma distinção entre Brasil e Brazil - algumas correntes de pensamento afirmam já ser extemporânea esta distinção. Mas..., apesar de não haver mais uma 'burguesia nacional' digna do nome, ou até mesmo nunca ter existido uma, MundiWar ainda faz uso da noção um bloco de interesses nacional-desenvolvimentista relevante... No Brazil atual sob hegemonia decisiva dos rentistas financeiros internacionais não mais há uma limitação discicionároa do nível das taxas de juros. A outrora limitação formal do juro visava, então, proteger o tomador. Aquele que emprestava: dizia-se, o agiota. Irreal já que superado é ese ebate ... diria o argumento ingênuo da parte de uns e, claro, muito ardiloso e malicioso da parte de outros. Ardiloso e malicioso porque? O sistema bancário no Brazil e no mundo é um oligopólio hiperarticulado, com os "bancos centrais" dos USA, da Inglaterra, da Zona do Euro e do Japão, coordenados entre si pelo Banco Internacional de Compensação (BIS), bancos centeis que literalmente pertencem ou no mínimo são totalmente controlados pelos Rockfeler's, pelos Rothschild e outros clãs "Illuminati" - diriam os partidarios da visão conspirativa da História. "..., mas porque reviver a 'teorias da conspiração' onde o que há é o livre jogo das forças de mercado"... O materialista/marxista Fidel Castro dedicou, já aposentado, 6 edições dominicais do jornal Granma para estudar e expor ao mundo o que ele chamou de "Governo Mundial". Embora o presidente Fidel estivesse interessado especificamente nos retumbantes Encontros Anuais dos 'Kindlebergers', ... trata-se no fundo, na essência, na realidade enfim, da mesmíssima coisa que se apregoa serem os "Illuminatis" - em suma, a elite governante global. Quem fala, então, em domínio da esfera financeira sobre a produtiva/comercial, NÃO DEVE ADENTER NESTE TIPO DE ANÁLISE sem acoplar mais paradigmas de análise para além do estritamente econômico. Trata-se de análise interdisciplinar que requer além do "expertise" econômico e financeiro, um amálgama de "expertises" a mais. Contando canhões e munição real para a aquisição do fator decisivo para o exercício do poder, isso a partir de estimativas exatamente do BIS, o banco central dos bancos centrais: - PIB Brazil $1.8 a $2.0 tri (a depender do câmbio real de longo prazo) - PIB China $6.0 a $9.0 tri ou bem mais (a depender da 'boa' ou 'péssima' vontade das estatísticas oficiais chinesas) - PIB USA $18,0 a $20.0 tri - PIB Mundial $72,0 tri. - Operações de Derivativos,em torno de $600 tri ('Notional' - estimativas semestrais do BIS) Para quem gosta de 'angústia', 'vertigens', 'desespero noturno', 'pânico' ... poderá deleitar-se com estas estatísticas e outras do BIS. Vale notar que derivativos, pela sua natureza, se compensam. Então, o líquido das operações flutua algo em torno de $85 e $90 tri. Isto, claro, no caso de todas as operações serem honradas. Este líquido é o custo implícito das operações de derivativos, cuja soma das 'apostas' não é zero. Porém, "Mr Dooms Day", conhecido como Prof. Nouriel Roubini, nos diz que num caso, que fora dado como infinitamente pouco provável, mas que depois da "grande recessão" de 2008 passou a ser cogitado como muito provável, de quebradeira mundial, o montante do "calote líquido" será o do total das operações e não o do montante líquido mínimo teórico. Mas a questão que MundiWar está focando aqui não é a do "Dia do Juízo Final", por mais próximo que ele possa estar. MundiWar avalia o poder de fogo das finanças intrnacionais contra as outras facções da elite global. A questão é que, de um lado, a política monetária nacional tende a ser mais e mais endógena... que banco central no mundo pode contrapor-se, digamos, a um "Soros" ou a uma corporação bancária? Veremos que nem todos os bancos centrais conjugados poderiam.... Por outro lado, se money (US$) na sua forma mais líquida compra quase qualquer forma de poder, a quem pertence o poder? Claro, MundiWar dirige-se a quem acredita que dá para fazer 'alguma coisa' decente jogando o jogo dos ditos "mercados". O "livre jogo do mercado" é livre só para uns poucos mega-agentes econômicos - e sabemos perfeitamente quem eles são: bancos globais, hedge funds etc e seu núcleo coordenador. Sabe-se agora quem comanda o poder global e, por extenção lógica..., e aqui como corolário, o Brazil. Cogite-se o preço eventual de um voto no Congresso brazileiro, mas também no norte-americano e em qualquer um no mundo em que o Congresso eventualmente "esteja a venda"... - estará determinado quem detem o poder realmente. E na Rússia, na China, no Irã...? Questões emergem... - mas são casos verdadeiramente admiráveis para uma análise. Vide a 'Nova Rota da Seda' e etc....; nada óbvio fazer a anâlise destas estratégias alternativas. Estas nações têm sistemas de poder muito 'fortes'. Já os casos próximos da Venezuela, Bolívia e até Uruguai...? Casos em que tentam resistir... - se da forma certa, se com alguma perspectiva..., não cabe aqui e agora analisar. O Brasil...? Agora, bem agora nos últimos dias, tivemos, uma vez mais, o show de poder desta elite financeira global...; sua linha tática: 'péssimo com Temer, pior, muito pior sem ele' ... então, em termos coloquiais, prevaleceu um '...vai ficando Temer'. Péssimo com Temer porque? Vide os níveis de inadimplência PJ e PF. Voltando aos 12%aa... - pergunte a quem realmente desfruta do poder de mando. Uma vez Dr Darc Costa esteve num 'petit comitê' com o GECOPOL e o NACI - núcleos de pesquisa do Depto de Economia da FEA/PUCP. Era o auge do governo PT no final do Lula 2. Pergunta formulada: "...e aí, como avalia o modo como estão conduzindo?" Ele disse: "o 'plano' de desenvolvimento nacional e a respectiva projeção econômica e geopolítica do Brasil na América do Sul (vide 'A Estratégia Nacional') requer um governo 'forte'; os governos do PT não são 'fortes'...". Snowden, que deu os respectivos avisos, certamente poderia dizer a mesma coisa. Na verdade... governos muito fracos e vulnerabilíssimos, consideradas a missão e o desafio. Darc Costa estava certo a ponto de ser premonitório. SEGUNDA PARTE MundiWar destaca o agora já saudoso cientista baiano, Bautista Vidal e da sua presença na PUCSP, junto com Luciano Coutinho, então preident do BNDS . Vidal deu,então, mais um show grandioso e honrado de nacionalismo e desenvolvimentismo - muito carismático, um homem verdadeiramente apaixonado pelo Brasil - talvez não haja como encontrar outro que alcançasse fervor tão ardoroso e contagiante. Físico, profundo conhecedor dos infinitos potenciais energéticos e produtivos do país; e, claro, conhecedor e inimigo declarado do PRINCIPAL INIMIGO do desenvolvimento da econmia brsileira: os Estados Unidos. O neoliberalismo era um cancro, segundo ele. Profunda e contagiante sua mensagem nacionalusta aos jovens, conclamando-os à luta sem tréguas e sem limites por uma "pátria soberana, desenvolvida e voltada para seu povo". Respeitadíssimo na ONU, União Européia e em tantos outros foruns da governança mundial, nos ambientes de desenvolvimento tecnológico e da academia. Sua ênfase não era propriamente socialista nos termos doutrinários clássicos (aqui não se pode dizer muito..., embora fosse difícil dizer que não fosse socialista de algum modo, dada sua defesa incansável do protagonismo decisivo do Estado); mas era sim nacionalista desenvolvimentista (e aqui era patente e explicito). Tanto Darc Ciosta, mencionado várias vezes por MundiWar e também na PRIMEIRA PARTE logo acima, como Bautista Vidal tinham ligações profundas com a ala democrática, institucionalista, desenvolvimentista e nacionalista das Forças Armadas. Ambos, não escondiam e nem disfarçavam esta ligação. Não podemos esquecer, p.ex., que Darc Costa foi Diretor da ESG - Escola Superior de Guerra, convocado para compor, desfrutando de 'carta branca', uma vasta equipe, inclusive com intelectuais tradicionalmente de esquerda, para elaborar o "Plano Estratégico" para o Brasil. Isto foi em meados dos 90, em plena desenvoltura da "era FHC". MundiWar considera cada vez mais que qualquer iniciativa realmente séria em termos de desenvolvimento, nos marcos institucionais capitalistas, virá novamente, como veio no caso dos recentes governos do PT, notadamente Lula 2 e Dilma 1, de um 'mix' civil-militar - conferir análises anteriores. Só que que sua eventual reedição tenderá a ser com um peso maior dos militares neste mix. Não se trata do exclusivo militar - nos moldes de uma ditadura mlitar ou militar-civil em qualquer lugar do espectro político. Contra o senso comum, há militares com este perfil nacional, democrático e desenvolvimentista nas três armas. E com efeito e de fato, esta é a linha largamente hegemônica, até o presente momento, nas três armas: nacional, desenvolvimentista, com ênfase social e com escolha pela reinserção estratégica do Brasil com vínculo à Coalizão Eurasiana-BRICS. Como evidências,dentre outras já analizadas por MundiWar 1. veja-se o projeto FX2 - rearmamento das Forças Armadas; 2. vide gal Villas-Bôas, comandante do Exército, os seus pronunciamentos e... a firmeza das linhas e entrelinhas do seu "texto". Vejam com muita atenção linhas e entrelinhas das falas recentes em uma das comissões do senado - salvo engane presidida pelo senador Requião do Parná. Mas, não podemos esquecer que existe o outro lado, anacrônico, encastelado fora das Armas - conforme já analisado várias vezes por MundiWar. Seus expoentes, ainda que sem tropa, estão hoje no Gabinete da Segurança Institucional da Presidência: generais da ativa gal Etchegoyen e gal Mourão. Veja-se os respectivos currículos, sempre brilhantes, e ... respectivas posições: francamente pró-USA e politicamente adstritas no extremo mais conservador do espectro político. Esta ala hiper-consrvadora das Forças Armadas tem uma extensão, também sem tropa, no pessoal dito "do pijama", o seja, os quadros que já passaram para a reserva e que são especialmente ruidosos através de declarações nos seus sites, de simpatizantes, do Estadão, às vezes Folha e etc... Recentemente, em vários episódios verdadeiramente cruciais da nossa política, analisados em detalhe por MundiWar, estas duas correntes se enfrentaram. Os resultados foram sempre favoráveis à corrente institucionalista. Avaliar o complexo jogo entre estas duas correntes das Forças Armadas sem conhecer profundamente a racionalidade que guia cada uma delas, pautando-se pelo critério dos resultados imediatos de cada embate que só irão mostrar parcialmente o jogo real, é o caminho certo para chegar a conclusões simplistas. O pior, mas muito-muito pior em trmos de retrocesso político só não aconteceu ainda neste último governo por causa do que MundiWar chama de "poder moderador" na sua exata configuração política-estratégica atual. O "poder moderador", de resto, é, sabemos, uma força sempre presente e determinante na nossa complicadíssima história. Como abstraí-lo? Como não acompanhá-lo atentamente? Isto dito... as Forças Armadas dispõem de um Plano Estratégico Compreensivo? Sim, e um plano ao nível daquilo que chamamos de "Grande Estratégia". Plano este que não é secreto, mas público nos seus princípios, diretrizes e arquitetura geral! Está no site da ESG. Temos acesso, neste nível de agregação, às suas versões iniciais..., faltando apenas algum upgrade eventual. E para MundiWar não há ainda outro plano digno do nome, que pelo menos tenha vindo a público, incluindo algumas extrações dos quadros do Itamaraty,etc. Nem haveria como haver. MundiWar detecta assim uma inteligência estratégica real, refinada, do mais alto nível, voltada para o desenvolvimento (nos marcos da institucionalidade capitalista) do Brasil. Trata-se do "estado da arte". Por enquanto o Brazil se interpôs a esta destinação do Brasil,nos marcos de uma nação capitalista. Os atuais estrategistas de centro direita e de centro esquerda do desenvolvimento brasileiro estão diante de um dilema terminal. Ou dão uma resposta política concreta eficiente e eficaz ao que está aí, ou... a história futura, mas num espaço muito breve de tempo, irá criar alternativas para além dos marcos institucionais vigentes. Pressuposto para esta conclusão, ou melhor, para estas palavras finais à guisa de conclusão: a extrema direita neoliberal, sinônimo de re-reinserção internacional pela via da Coalizão Atlantista, capitaneada pelos USA, não tem nenhuma alternativa real para encaminhar o desenvolvimento capitalista brasileiro. Aliás, ao contrário: o que a geopolítica e a geoeconomia norte-americanas têm a oferecer ao Brasil e de resto para toda a América Latina - independentemente de serem republicanos ou democratas os seus governantes, isto por tratar-se não de política partidária, nem política de governo, mas sim de política de Estado - é fazer submergir gradativamente nosso subcontinente em fratricidas guerras civis e/ou guerras entre seus estados nação.

8Talita Guimarães e outras 7 pessoas

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