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CENÁRIOS ECONÔMICOS GLOBAIS 2018 E ADIANTE

Recomendamos ao leitor a matéria de MundiWar, datada de 2017-08-29 com o título "USA - CICLOS RECENTES E CRISES".

Nela temos os cenários já postos e que agora referendamos 'in totum'.

Veja o link desta matéria a seguir.

Nesta matéria, com o respectivo estudo gráfico, apresentamos os cenários a que nos referimos acima.

Para detalhes deste exercício de Agosto de 2017, mas que a rigor já vinha sendo apresentado em várias matérias anteriores, confira o texto na íntegra:




========================================== 2017-08-29 - USA - CICLOS RECENTES E CRISES 1a edição 2017-08-29 06:00hs Brasília

A métrica do WLI - Weekly Leading Index, quando abordado numa ótica panorâmica nos mostra, de modo muito interessante, os ciclos recentes da economia norte-americana, a economia líder do mercado mundial.

Sua aderência aos ciclos permite a MundiWar adicionar elementos aos seus cenários futuros (conferir edições anteriores de MundiWar a respeito).

Assim (vide gráfico 02; 02 na matéria original, que nesta reedição é o gráfico 01, único - observação de MundiWar) podemos acompanhar o percurso da economia norte-americana desde a crise cíclica de 1990, passando pelas de 1995, 2000/01, 2007, 2014 todas assinaladas em marrom-claro, e com as crises intermediárias em azul.

Os ciclos são aproximados no seu início e término, pois as investigações de MundiWar a respeito ainda estão em curso para determinar de modo mais preciso o início e término de cada um deles.

Sua duração aproximada está entre 6 anos e meio a 7 anos.

Vemos que cada ciclo apresentado no percurso do WLI diferem um do outro em sua intensidade e forma, reforçando a máxima de que cada ciclo tem sua história própria - mas com início e fim garantidos.

As crises intermediárias estão bem determinadas para alguns ciclos, mas não tão determinada para outros, em particular para o ciclo 1990-95. Também para o ciclo seguinte, o de 1996-2000/01 dadas as fortíssimas turbulências nas economias periféricas, em especial na Rússia, nos "Tigres Asiáticos", Argentina e etc, a determinação da crise intermediária fica ainda para serem melhor investigada.

De qualquer modo, a regularidade exposta neste estudo de MundiWar, com base no comportamento do WLI, dá confiança à hipótese de trabalho mais importante com relação ao comportamento cíclico da economia líder do mercado mundial.

DA CENARIZAÇÃO À PREVISÃO

Também saem reforçadas as cenarizações de MundiWar, com uma CRISE INTERMEDIÁRIA para final de 2017 e início de 2018.

A janela para o re-mergulho da economia norte-americana na próxima crise cíclica fica estabelecida para 2020/21.

O ponto mais importante, no decurso do tempo econômico constatado também no WLI é que a recuperação da economia norte-americana do ciclo 2009-14 converge para o final de 2015, meados de 2016. Este ponto é o foco das atenções de MundiWar no momento. A vida útil do capital fixo, âncora objetiva dos ciclos endógenos da acumulação, depende de vários fatores como a intensidade do seu uso. Esta intensidade varia conforme a economia entra ou não em recuperação, embora não mude a configuração do ciclo, da sua curva. Estando ou não sendo utilizada, a capacidade instalada da economia "paga" o seu preço ao simples decurso do tempo físico. E ela estará mais ou menos apta a alavancar o primeiro período da recuperação tendo sido mais ou menos utilizada.

A crise de 2014 (data referencial para a inflexão) mostra-se na curva do WLI como um "soft landing". Esta é uma caracterização que outras métricas não corroboram de todo. Que a crise de 2014 parece ter sido mesmo menos intensa e de menor amplitude que a anterior, a de 2007, em grande parte os dados convergem afirmativamente. Vemos isto devidamente apontado no comportamento do WLI.

A recuperação parece ter se iniciado no final de 2015, ano em que se deu o mergulho nos três primeiros trimestres, e de modo mais marcado a partir do primeiro semestre de 2016.

O comportamento do mercado de capitais norte-americano no decorrer do ciclo atual e grande parte do ciclo anterior está totalmente descolado das condições objetivas da acumulação e dos lucros corporativos ex-bancos - isto todos os indicadores atestam. Por isto, o comportamento dos mercados financeiros e de capitais norte-americanos atestam, sintomaticamente, o modo como, neste ciclo, a sua autonomia relativa se fez valer - o que determinará de um certo modo decisivamente a crise a vir. Isto de modo gravoso, pois a crise futura, seja ela a intermediária, apontada no estudo gráfico de MundiWar, e a crise cíclica, terão mais "tarefas" a cumprir que estão ligadas à queima de capital fortemente acumulado nas esferas especulativas.

As análises convergem para o acúmulo assombroso da liquidez nas esferas especulativas e para o aumento do risco econômico sistêmico.

Assim, como elemento que MundiWar adiciona à sua previsão, dentre os cenários apresentados para a próxima crise, a saber o cenário "A" (soft-landing), o cenário "B" (hard-landing gerenciável, de média intensidade), e o cenário "C" (hard-landing drástico de exíguas possibilidades de gerenciamento), o de maior probabilidade é o do cenário "C". Some-se a essa preferência de MundiWar pelo cenário "C" o risco geopolítico crescente (e já explosivo), o risco advindo da situação política e institucional interna dos Estados Unidos, mais os riscos econômicos "chinês" e o "europeu".

No próximo número de análise geoeconômica MundiWar trará os elementos do comportamento da produção industrial e do comércio mundiais. E pode-se adiantar que os indicadores de performance da economia mundial não descolam do que o WLI mostra para a economia norte-americana. ==========================================

Mundiwar segue, então, acompanhando os desdobramentos geoeconômicos e geopolíticos desta Crise Intermediária 2017/18.

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